
CONCERTO DE ABERTURA
Canções de Amor e Exílio

Auditório da Biblioteca
Municipal Almeida Garrett
19h30
Juliane Banse soprano
Pedro Costa piano
Participação especial de
Ana Celeste Ferreira diseuse
Juliane Banse © Elsa Okazaki Pedro Costa © Mara D'Eléan Ana Celeste Ferreira © José Caldeira
O Festival Projeto:Canção abre a sua quinta edição com um recital da aclamada soprano alemã Juliane Banse e do pianista português Pedro Costa. O programa percorre o romantismo alemão através de três figuras profundamente ligadas entre si: Robert Schumann, Clara Wieck-Schumann e Johannes Brahms.
Em 1840, após vários anos de oposição por parte do pai de Clara, Robert Schumann e a pianista Clara Wieck conseguiram finalmente autorização legal para casar. Este ano coincidiu com um período de extraordinária inspiração para Robert, conhecido como o seu “ano da canção”, durante o qual escreveu dezenas de Lieder, muitos deles marcados pela sua relação com Clara. Entre estas obras encontra-se o ciclo Liederkreis, op. 39, sobre poemas de Joseph von Eichendorff, que abre este recital.
Alguns anos mais tarde, o casal Schumann conheceu o jovem Johannes Brahms, cujo talento os impressionou profundamente. A partir desse encontro nasceu uma amizade marcada pela admiração artística e por uma forte ligação pessoal, particularmente entre Brahms e Clara. Os Três Romances, op. 21, para piano, compostos por Clara Wieck-Schumann em 1853 e dedicados a Brahms, testemunham essa proximidade.
Ao longo do programa, a dimensão musical cruza-se com a palavra recitada, através da leitura de poesia de autores portugueses que viveram, em diferentes momentos, o exílio, voluntário ou forçado, onde publicaram parte da sua obra, pela diseuse Ana Celeste Ferreira, estabelecendo um diálogo sensível com as temáticas evocadas.
O recital termina com as Quatro Canções Sérias, op. 121, o último ciclo de canções de b. Escritas em 1896, num momento marcado pela doença do compositor e pela morte de Clara Schumann, estas canções sobre textos bíblicos constituem uma profunda meditação sobre a mortalidade e a condição humana.
